Os Natais de há uns anos para cá têm descambado cada vez mais, para tudo aquilo que não desejamos... consumir, comprar desemfreadamente, muitas vezes sem critério ou atenção... apenas, comprar comprar, comprar porque tem de ser, porque é suposto, porque já está estipulado assim.
Não! Não achamos que tenha de ser assim.
Não há ninguém que não goste de receber uma prenda, todos aqui por casa adoram, mas o que gosto mesmo é de prendas especias, compradas carinhosamente e com atenção ou as FEITAS com verdadeira intenção por quem tem ideias e gosto pelo "fazer", sejam bolachas, desenhos, cartas escritas, ou simples enfeites de Natal...
Este ano, e mais uma vez a tia Pat decidiu que não queria receber prendas... nem feitas e muito menos compradas.
Ela, muito controversa em muitos aspectos, no Natal, e para mim, é quem tem mais razão.
Não quer prendas, quer doações. Diz que sim às prendas no dia dos anos dela, mas no Natal não é ela quem faz anos. E eu, como também acredito num Menino iluminado que nasceu (independentemente de o dia 25 ser a data exacta do seu nascimento, ou não) acredito que o que Ele e muitos Meninos iluminados que já viveram e que continuam a nascer, mais gostariam, era que estivessemos unidos com quem mais amamos. E a serem oferecidas prendas, que fossem todas doadas a quem delas mais precisa.
Pode-se falar de uma questão de fé... eu gosto mais de falar das questões do coração e daquilo que sinto no meu em particular... e eu só posso falar do meu.
E o que o meu coração diz e vai gritando cada vez mais, é que anda muita coisa errada nestes Natais... mas em contrapartida, vão surgindo ideias assim de esperança que me aquecem e corfortam a alma.
Para o ano seguirei a ideia da Pat, ou pelo menos vou basear-me nela, está decidido.
E pronto, se até agora já contrinuía para o "rombo" na economia consumista do Natal ao fazer quase todas as minhas prendas (com excepção das lojas que me vendem a matéria prima)... agora é que darei a estocada final.
Peço desculpa a esta economia estabelecida, mas será esta a única forma de calar este meu coração inquieto, ou como os astrólogos diriam: "típicamente pisciano".
Porque o que eu quero mesmo, mesmo, mesmo, mesmo MESMO... é a saúde dos que mais amo, e a minha. Para podermos disfrutar o máximo possível uns dos outros e do crescimento dos nossos bebés em muitos Natais... é que é só mesmo isso que peço todos os anos... amor e saúde... tudo o resto é tão, mas tão secundário.
Desejamos por isso a todos um Natal bonito e iluminado junto dos que mais amam, cheio de saúde e amor.. muito mesmo, daquele bem lamecheiro, baboso, quentinho, GRANDE e verdadeiro...
